Sua Linha de vida está realmente adequada?
A simples existência de um cabo de aço ou ponto de ancoragem não garante a segurança do trabalhador. Uma linha de vida precisa fazer parte de um sistema completo de proteção contra quedas, compatível com a estrutura, com os equipamentos utilizados e com a atividade realizada.
Sistemas instalados sem projeto, identificação, rastreabilidade ou inspeções periódicas podem apresentar riscos como:
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Rompimento de cabos, terminais, suportes ou fixações;
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Deformação ou colapso da estrutura de apoio;
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Ausência de cálculo dos esforços gerados pela queda;
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Zona livre de queda insuficiente e risco de efeito pêndulo;
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Uso simultâneo acima da capacidade prevista;
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Componentes incompatíveis entre si;
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Corrosão, desgaste, afrouxamento ou deformações;
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Ausência de projeto, memorial de cálculo ou ART;
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Falta de procedimento de utilização e plano de inspeção;
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Dificuldade ou impossibilidade de resgate após uma queda.
Destaque técnico: a NR-35 exige que o sistema de proteção contra quedas seja adequado à tarefa, suporte a força máxima aplicável, tenha elementos compatíveis e seja submetido a inspeções.
Adequação de sistemas existentes
Desenvolvimento de plano de adequação para sistemas com não conformidades, incluindo revisão de projeto, substituição de componentes, reforço estrutural, correção de fixações, identificação, rastreabilidade e inspeção final.
Projeto de linha de vida
- Levantamento das condições do local;
- Definição da finalidade e do número máximo de usuários;
- Pontos de acesso e deslocamento;
- Avaliação da estrutura de sustentação;
- Forças de impacto e esforços transmitidos à estrutura;
- Flecha e comportamento do sistema;
- Zona livre de queda e risco de efeito pêndulo;
- Especificação de cabos, trilhos, suportes e dispositivos;
- Detalhamento de fixações e ancoragens;
- Identificação e rastreabilidade;
- Memorial de cálculo, desenhos de instalação e ART.
Inspeção de linha de vida
- Cabos, trilhos e componentes;
- Pontos intermediários e de extremidade;
- Olhais, chumbadores e dispositivos de ancoragem;
- Esticadores, absorvedores e terminais;
- Soldas e ligações aparafusadas;
- Suportes e estruturas de sustentação;
- Corrosão, desgaste e deformações;
- Compatibilidade dos componentes;
- Condições de acesso e utilização;
- Necessidade de adequação ou substituição.
Avaliação de sistemas sem documentação
O serviço pode envolver levantamento dimensional, identificação dos materiais, avaliação das fixações, análise da estrutura, cálculos de verificação e definição da viabilidade de regularização. Quando não for tecnicamente possível comprovar a segurança do sistema existente, são indicadas as modificações necessárias ou sua substituição
Linha de vida vertical
Projetos e avaliações para escadas, torres, silos, chaminés, estruturas industriais, reservatórios, plataformas elevadas e áreas técnicas de difícil acesso.
Linha de vida horizontal
Soluções para telhados, coberturas, galpões, pontes rolantes, áreas de carga e descarga, mezaninos, plataformas, estruturas metálicas, tanques, equipamentos e sistemas fotovoltaicos.
NR-35 - Trabalho em Altura
Referência central para planejamento, organização e execução do trabalho em altura. Abrange análise de risco, sistemas de proteção contra quedas, inspeções, emergência e salvamento.
Normas ABNT relacionadas
ABNT NBR 16325-1 - dispositivos de ancoragem dos tipos A, B e D.
ABNT NBR 16325-2 - dispositivos de ancoragem do tipo C.
ABNT NBR 16489 - seleção e utilização de sistemas e equipamentos de proteção individual contra
quedas.
ABNT NBR 16710 - referências relacionadas ao resgate técnico industrial em altura e espaços
confinados.
Perguntas Sobre a Inspeção NR11
Sistemas permanentes de ancoragem devem possuir projeto, e sua instalação deve estar sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado.
O projeto deve ser desenvolvido e assumido por profissional legalmente habilitado, com atribuição compatível e registro no respectivo conselho profissional.
Quando houver atividade técnica de engenharia, como projeto, dimensionamento, inspeção, laudo ou responsabilidade pela instalação, deve ser emitida a ART correspondente ao escopo contratado e às atribuições profissionais.
A inspeção periódica do sistema deve respeitar intervalo não superior a 12 meses. O prazo pode ser menor conforme o projeto, o ambiente, a frequência de uso, a corrosão, a exposição, impactos e recomendações do fabricante.
A inspeção periódica deve ocorrer em intervalo não superior a 12 meses. Também deve haver inspeção após instalação, alteração ou mudança de local e quando ocorrer evento que possa comprometer o sistema.
Não existe regra genérica determinando teste de carga anual em toda linha de vida. A necessidade e o método devem ser definidos pelo responsável técnico com base no sistema, estrutura, projeto, fabricante e condições encontradas.
Sim, quando for possível levantar suas características e demonstrar tecnicamente a segurança da estrutura, ancoragens, fixações e componentes. Caso contrário, deve ser projetada sua adequação ou substituição.
A fixação não deve ser definida apenas pela telha. É necessário verificar o sistema completo e a capacidade da estrutura que receberá os esforços, como terças, vigas, pórticos ou concreto.
A quantidade depende do projeto, dos impactos simultâneos ou sequenciais, da capacidade dos componentes, dos esforços na estrutura e das orientações do fabricante.
A linha de vida permite deslocamento ao longo de um percurso. O ponto de ancoragem é uma posição específica de conexão. Ambos integram um sistema de proteção contra quedas.
É o espaço necessário abaixo do trabalhador para que o sistema atue sem que, em uma queda, a pessoa atinja o piso, máquina, estrutura ou outro obstáculo.
A organização deve estabelecer procedimentos de resposta a emergências para trabalho em altura, considerando perigos, equipe, tempo estimado de resgate e técnicas apropriadas.
